Quinta-feira, Maio 17, 2007

Minha gente!

Vou te contar, se vc quer uma coisa na vida lute.]
Mas lute mesmo, porque você vence e tem direito até ao troféu no podium.
Eu estou vencendo e nem acredito. Estou sumidassa por uns tempos, mas minhas ladies! Estou bem e muito, mas muito feliz.
Estou lutando e é pra vencer. O amor vence tudo, e Deus ajuda.

Mil beijos e obrigada a quem nunca esquece esse cantinho!!!!
Fiquem com Deus!

Domingo, Abril 15, 2007

Pedaços dela

Quando a saia dela parar de rodar, quando meus olhos não mais iluminarem e dilatarem suas pupilas, quando meu ombro não for mais o encaixe perfeito para aconchegar sua meiguisse cheia de ardor e quando o vento se cansar de balançar o cabelo daquela morena, aí sim poderei partir.

Sexta-feira, Março 30, 2007

Duas estradas

É muito mais fácil amar à odiar.Odiar sempre dá muito trabalho, muito gasto de energia.Os caminhos arejados são sempre bem melhores. Para odiar, você tem que ficar maquinando, rangendo dentes, esquematizando estratégias de rasteiras e tapas na cara, pensar em como deixá-lo sem um tostão ou como rasgar aquele vestido novo de seda e carésimo. Talvez seja por isso que as pessoas estão sempre ocupadas. Se os problemas fossem que horas plantar flores do jardim ou qual o melhor dos sorrisos, as pessoas amariam e se amariam muito mais. Ah, sem dúvida infinitamente mais.

Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007

Indefinido

Ontem eu chorei, e chorei muito.
Não foi por ter perdido um amor, nem por dinheiro, nem por emprego, nem por terem me magoado, nem por nada parecido com isso. Chorei por desespero, por não conseguir agarrar a esperança, chorei por uma dor que não era minha.
Me acabei e me inundei de repulsa, de nojo, de dó e de ternura.
Acho que não há quem não tenha sentido um arrepio na espinha quando ficou sabendo dessa bárbarie que aconteceu essa semana no Rio. Alguém que puxa uma criança pelo braço de uma esquina à outra já nos chama atenção, imagine um inocente sendo arrastado por 7 km, vendo ficar para trás os destroços de um futuro.
Não, eu não consigo chamar quem cometeu um crime desses de pessoa, nem de inseto, nem de nada. Simplismente não há definição para isso.
Espero que mais uma vez isso não passe impunemente, como sempre passa, porque me desculpem, mas brasileiro é bundão. É acomodado demais, é quieto demais. Só fazem barulho no carnaval. Pelo amor de Deus! A justiça não é cega e não é possível que essa seja uma terra sem leis.
Não importa que o cara tenha 18, 30, 80. Se é grande o suficiente pra roubar e matar, é suficientemente capaz de responder pelos seus atos. Chega de uma justiça muda, de crimes varridos para debaixo do tapete. Sei que a justiça maior é a de Deus, mas caras como esses não podem ficar aí, soltos, tomando cerveja no bar da esquina de sexta feira enquanto o quarto da casa nova de João fica lá vazio... Enquanto fica o buraco na alma de seus pais e do país.

Sexta-feira, Janeiro 26, 2007

Capítulos

Se eu fosse um livro, seria a história de um homem e uma mulher.
Eles se conhecem e se apaixonam no primeiro capítulo.
No segundo, a paixão vira amor. Mas não deixa der ser paixão.
No terceiro, o amor vira amizade. Mas não deixa de ser amor e paixão.
E esse livro termina no quarto, onde eles viram apenas um. Mas não deixam de ser dois.


Li isso há anos num outdoor, nunca mais esqueci.

Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

Pra ninguém

Ela fecha os olhos no escuro do seu quarto mas não consegue durmir. Tem sempre uma fresta de claridade que ela não queria que estivesse lá. Ela sempre fez coisas normais que todo mundo faz, não é feia mas também não é linda.Enfim, é normal. Ela sempre reparou nos detalhes que na maioria das vezes ninguém dá atenção. No olhar negro e iluminado daquela moça toda cheia de sardas na fila do banco, nos rostos das três mulheres enfileiradas com a mesma feição vazia, com as sombrancelhas tortas, uma após a outra parecendo ser sombra de uma só. Aquele homem feio e velho, parecendo despir com a mente qualquer brisa feminina que lhe passe pela frente.No ar de superioridade com que a mulher com seu óculos na ponta do nariz olhava pra todos ao seu redor, e convenhamos: seu ridículo óculos na ponta do nariz. Na falta de vontade que ela teve de ser simpática com a próxima pessoa que encontrou pela frente. Mas nada disso importa, ela gritava por dentro e não sabia nem o porquê, a sua vontade era só sair dali e procurar um lugar onde tivesse uma boa frestinha de claridade pra ela ficar em paz.

Quarta-feira, Dezembro 27, 2006

ALÔ MEU POVO!!!

Alguns homens se preocupam muito com o trabalho, dinheiro e sucesso, outros muitos com peitos e úteros de segunda à sábado e no domingo à tarde tudo regado à muita cerveja com os primores da TV (ou não) . Alguns com a família, com suas mulheres ou com seus homens. Até com amor, com o prazer com reticências ou ponto final.
Algumas mulheres se preocupam com a estética, com o tom do cabelo daquela revista que quer fazer igual, ou com a bunda daquela atriz desgraçada que parece ter mais uma pedra no lugar da bunda, coisa que facilmente se transforma em ação(ou perturbação). Outras com os filhos, com as mães, com os maridos, namorados, casa, caso. Outras querem é serem boas de cama, mas boas mesmo. Umas não querem nada...só bombom, sofá e as tretas da novela das oito que começa às nove. Querem amor, riso, dor de cotovelo, salto alto. Reticências ou exclamação.
Não importa o que você queira, faça valer a pena. Mas ei! Faça valer realmente a pena!
FELIZ 2007 PARA TODOS VOCÊS!!! OBRIGADA PELO CARINHO SEMPRE!

Sábado, Dezembro 16, 2006

Nos Ares

No compasso desse passo que não sei mais dançar, descanso nesse braço que nunca esquece o que é abraçar. Passos soltos e suaves, seguindo a melodia dessa canção que já não canto mais desde então.E isso não é mal, nem me assombra nem remete frio, isso acalenta, cresce e com leve ternura aquece.
Não me chames mais assim, pois desde daquele dia já não faço parte de quem sou ou deveria ser.
Levante o olhar e encare os meus, pouse-os feito borboletas que tecem no ar as notas de uma nova canção, faça promessas mudas acorrentadas em plumas eternizáveis, chegue perto de mansinho com esse tom de violino, vai erguendo os braços devagarinho e não me deixe desaprender o que é abraçar. Agora sim, pode fechar os olhos e flutuar... dançando.

Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

É Brasil!


Uma dia o bebê daquela mulher, ali bem distante dos nossos olhos morreu. E ninguém se importou com sua dor, afinal todos tinham como discurso que a culpa foi da cocaína dessa mãe chapada, que quis chapar também o filho dando um barato na sua mamadeira.O bebê foi pro céu segundo todos, doidão e mãe presa.Esses dias atrás ela saiu da cadeia. E realmente chapou.Chapou a cabeça de tanta tristeza, tanta ignorância adquirida de alguns, de tanta impunidade, chapou por não ter seu filho.Um filho que perde uma mãe é órfão, mas uma mãe que perde um filho...ah, não existe nome para essa dor.Ainda mais quando se trata de uma injustiça.Na luta de angústia misturada com esperança ela colocava na mamadeirada sua cria remédios esmagadinhos com prescrição do pediatra, nada de barato de cocaína.Hoje ela chora pela justiça absurdamente cega. Tenta ver solução e escutar a Deus mesmo que não os possa mais fisicamente. Porque?Só porque espancaram, cegaram e perfuraram seus ouvidos.Mas ainda pode falar da sua dor ou da sua fé, isso cabe a ela.Mas são coisas como essa que transfiguram a realidade.Sociedade cega, surda, muda e chapada. Não vê nada, não escuta nada que preste, não fala e não questiona suas razões e chapa pra esquecer tudo e ficar assim... doidão.
ps: questionamentos sobre esse caso estão em aberto. Posso estar até errada em alguns pontos desta mas não de todas as tantas histórias dessa terra de poucas e falhas leis. Que pena.

Sábado, Dezembro 09, 2006

Cadeados


Segredos são chave de acesso às palavras caladas e que se um dia citadas serão sussurradas e pausadamente ditas. Todo mundo tem algo que nunca contou pra ninguém e que nem pensa em contar. Por vezes já me vi pensando em confiar sessões dessas mesmas palavras das quais falei no começo, mas logo páro, penso e desisto. No fim, a maioria das pessoas morre com algo dentro de si, algo nunca confessado, apenas lembrado por ela mesma no seu espaço de silêncio. Segredo sujo, segredo bobo, segredo raiva, segredo dor, segredo alegria, segredo medo, segredo fofoca, segredo coração ou coração segredo. Não importa o quê e porquê. O ser-humano é assim. Cheio de cadeados. Cabe abri-los quem realmente tiver o dom, o amor, o respeito, o silêncio. E quem os tiver vai ter as chaves no momento certo sem pressão alguma.

Os cadeados meus e seus aos poucos começam a ser destrancados e de certa forma isso nos faz bem. Mas e aquele lá no fundo... o maior de todos... aquele dourado com correntes em volta? Aquele que a não é compartilhado nem com o engano, nem com seus dias, nem com sua dor.Será que alguém abre?